ABRIL… ÁGUAS MIL
Vai sendo cada vez mais importante, para os espíritas, bem entendido, colocar a Doutrina Espírita no roteiro das suas preocupações, evitando confundir o que foi o extraordinário trabalho do insigne codificador, com o conteúdo profundo da mensagem do Cristo, desenvolvida para os séculos das grandes transformações que se lhe vêm seguindo.
Espraiando os olhos pela história dos últimos dois milénios, facilmente verificamos o trabalho ingente que as Falanges do Mestre desenvolveram no sentido de implantarem a Igreja da Verdade sobre a Terra.
Por certo que a Doutrina nos ensina a compreender o Sublime planeamento do Grande Governador, particularmente quando nos recorda o episódio entre Jesus e os fariseus a propósito da referência a Abraão. Ao afirmar que «quando Abraão soube que Ele viria à Terra, rejubilou, garantiu a existência prévia de planeamento, na constatação de que, apesar do curso do convite para as Bodas do Espírito, os homens falhariam, o que ditaria tarde ou cedo a «vinda do Filho» para a renovação do convite.
Abril apresenta-se-nos, de novo, como uma oportunidade de reflexão mais aturada, exactamente quando a codificação filosófica da Vida nos trouxe a visão abrangente da Origem, natureza e destino dos Espíritos e as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, entre o mundo material e o mundo espiritual.
Certamente que, nesse dia 18 de Abril de 1857, poucos poderiam imaginar o enorme salto cultural e espiritual com que a Humanidade viria a ser confrontada. Talvez muito poucos tivessem imaginado a noite de solidão que teria envolvido o Professor Rivail. Talvez poucos se tivessem apercebido da importância que aquele singelo exemplar de “O Livro dos Espíritos” teria para o futuro de um mundo no limiar da desestruturação social que a Revolução Industrial e o marxismo estavam a marcar.
Certamente que a Boa Nova de Jesus é, tão somente, o conhecimento sobre o qual deveria ser aplicado o conteúdo codificado, já que a mensagem do Mestre continha toda a Lei aplicável ao estado evolutivo da Humanidade de então. Mas, porque tudo tem de evoluir, certamente que, com o decorrer dos séculos, o homem atingiria um estádio de melhor compreensão e, naturalmente, os ensinos de Jesus poderiam ser recordados e esclarecidos em toda a sua profundidade.
Abril precisa de ser, cada vez mais, uma chamada a todos nós, para que desenvolvamos as tarefas que nos são pedidas para o esclarecimento da Verdade que liberta, recordando a sublime mensagem de Jesus e divulgando-a em Espírito e Verdade, numa campanha de difusão da Doutrina por todos os meios ao nosso alcance. Que o 18 de Abril nos mobilize para darmos testemunho do Cristo diante dos homens.
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